tenho levado a vida para entre ajudar quem posso, tento ser sensata e não dizer não a muita coisa. cheguei a um certo ponto da adolescência em que me apercebi que não me vale de nada fazer coisas para agradar aos outros. posso fazer tudo o que posso e que quero, e mesmo assim não é suficiente. nunca sou boa pessoa e estou sempre de mau-humor. tenho um feitio insuportavel, e um beicinho horrível diz a minha mãe. que pena. não tenho culpa que também sejas assim e o feitio das pessoas seja hereditário. faça o que faça nunca está beim feito. nunca estou de acordo com nada. desculpa se sou assim e o meu pai também o é. não ajudo o meu irmão, sou má para ele, e etc. sim, todos os trabalhos mais «dificeis», sou eu que faço. enfim, desculpem lá pelo desabafo, mas sou assim, digo na frente e no papel. não desculpo por ser quem sou porque não tenho culpa.